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domingo, 8 de setembro de 2013

SEMINÁRIO SOBRE O COAP - 23.08.13


          No último dia 23 de agosto foi realizado, na sede do COSEMS-PE, um Seminário sobre o COAP onde estiveram presentes Secretários Municipais de Saúde do estado, assessores, membros técnicos de municípios e o assessor do CONASEMS em Pernambuco, Nilo Bretas Junior. 
      Durante o evento foram realizadas apresentações a respeito da situação atual do processo do COAP no estado bem como a última versão da PGASS e o teto financeiro para os municípios. Além destas, Nilo Bretas conduziu uma apresentação tratando da situação atual do planejamento do SUS e da PGASS.
      Entre e durante as apresentações houve rico debate sobre a situação dos municípios diante da condução estadual do processo que visa a assinatura do COAP, a partir dessas discussões foram tirados alguns encaminhamentos e as dúvidas dos participantes foram debatidas no grupo.

Dentre os encaminhamentos definidos ao fim do dia de discussões estão os seguintes:
  1. Proposta para a reunião da diretoria com a SES: Repactuar o prazo de assinatura do COAP – Transcender ao mês de dezembro/2013.
  2. Pressuposto da PGASS, nenhum município pode ter redução dos tetos financeiros já pactuados no dia a hoje.
  3. Qual a Atenção Básica que queremos (responsabilidade/ processo de trabalho) e qual o financiamento que precisamos para assumir esta responsabilidade.
  4. De onde os municípios vão tirar recursos para dar contrapartida da UPAe?
  5. Cada secretário conversar com os respectivos prefeitos sobre cofinanciamento para a saúde, COAP e UPAe;
  6. A PGASS deve ser elaborada considerando a necessidade de saúde da população;
  7. O COSEMS realizará oficinas com os municípios para discutir processo de planejamento e os conteúdos da PGASS e do COAP;
  8. O CONASEMS poderá apoiar as oficinas do COSEMS sobre planejamento que subsidiará a discussão do COAP e da PGASS;
  9. Necessidade de recurso novo para a Atenção Básica.




    Por: Hylany Almeida

terça-feira, 14 de agosto de 2012

RELATÓRIO SEMINÁRIO 07.08.2012


“CONTROLE EXTERNO, PGASS E PPI”
HOTEL BARRAMARES
07 DE AGOSTO DE 2012
RELATÓRIO
Em 07.08.12, no auditório do Hotel Barramares, em Jaboatão dos Guararapes, com a presença de 84 participantes de várias regiões do estado, aconteceu o Seminário Interno do COSEMS, com os temas: “Controle Externo, PPI e PGASS”.

Manhã
1.     Mestrado em Economia da Saúde
Sob coordenação do Vice-presidente do COSEMS, Saulo Bezerra, a professora Tatiane Almeida de Menezes explanou sobre o Mestrado Profissional Stricto Sensu em Economia da Saúde, Organizado pela UFPE (Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA e Centro de Ciências Biológicas - CCB ), coordenado por ela e pela professora Suely Lins Galdino. O Mestrado direcionado para o aprimoramento da gestão, a partir da criação do GIEPES. As inscrições vão até 15.08.12 nos contatos abaixo:
Telefone: (81) 2126-8310

2.       Apresentação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco
Ainda pela manhã, apresentou-se o senhor João Antônio Robalinho Ferraz, da Gerência de Avaliação de Programas e  Órgãos/TCE, com a apresentação “Avaliação das ações públicas por meio de indicadores de saúde”.  A representante da Controladoria Geral da União – CGU – não pode estar presente, discutindo as principais fragilidades das gestões municipais, identificadas em auditorias, em função da paralização do órgão.
Segundo João Robalinho, o TCE vem tentando se orientar também por indicadores. O objetivo é avaliar a gestão, não apenas a legalidade, mas também a eficiência e efetividade da gestão, incentivando os municípios a valorizarem a análise de indicadores na avaliação e planejamento de suas ações.
Desta forma, o projeto ADS – Análise de Desempenho da Saúde - a partir de estudo formulado em um mestrado, está  desenvolvendo um software que faz análise de indicadores chaves da saúde, comparando com os padrões relatados na literatura. Além disso, o programa permite análises estatísticas.
Uma destas análises estatísticas é a análise de regressão múltipla, em que um conjunto de indicadores permite, após a regressão, indicar se o comportamento de determinado indicador está dentro do esperado. Os municípios que apresentam comportamento diferente do esperado, e além dos limites toleráveis, são indicados para a realização de auditorias e avaliações mais detalhadas ou específicas. Como uma avaliação que envolveu uma denúncia do Comitê Estadual de estudo da Mortalidade Materna, a partir do que, foi feita uma fiscalização em 7 municípios com maiores taxas de mortalidade. Analisou-se o pré-natal de baixo e alto risco,  usando os protocolos ministeriais para pré-natal e os prontuários.
Essa análise de indicadores começou a ser feita este ano, e ainda está sendo estruturada, contudo, assim que estiver com o software organizado, o Tribunal de Contas de Pernambuco vai colocar o sistema de avaliação de indicadores na internet, para que o cidadão e o gestor possam acompanhar a análise de desempenho do município.
A partir da apresentação do Sr. João Robalinho e do debate com os secretários presentes, surgiu a possibilidade de novos diálogos com o COSEMS, para que haja colaboração no desenvolvimento da ADS – Análise de Desempenho da Saúde, tanto com a discussão dos indicadores mais importantes para a análise pelos gestores, como para a participação do debate contextualizado da realidade enfrentada pelos municípios.
Contatos com o apresentador, João Antônio Robalinho Ferraz,  através da Gerência de Avaliação de Programas e Órgãos/TCE: (81) 3181.7872 (Gerência); jrobalinho@tce.pe.gov.br.
TARDE
3.       PGASS e PPI
No período da tarde, sob a coordenação de Lúcia Giesta, secretária de Petrolina e membro da Diretoria do COSEMS, o representante do Ministério da Saúde, senhor Leonardo Berzoíni, Consultor Técnico da Coordenação Geral de Planejamento e Programação das Ações de Saúde – CGPAS/DRAC/SAS, explanou sobre “O processo da PPI na articulação intergestores: avanços, desafios e perspectivas”, com o intuito de esclarecer a relação atual entre a Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde – PGASS e a Programação Pactuada Integrada –PPI.
O consultor iniciou ressaltando que o planejamento regional integrado foi uma das mais importantes novidades do Decreto 7.508. A partir da lógica de planejamento regional é introduzida a PGASS, que será o instrumento regional de planejamento e substituirá a PPI e as programações da Vigilância. A PGASS não exclui nenhum instrumento MUNICIPAL hoje existente. Permanecem existindo o Plano Municipal de Saúde Plurianual, a Programação Anual (agora obrigatória), e o Relatório de Gestão, inclusive com maior importância, porque serão instrumento de avaliação do desempenho municipal frente à PGASS.
Em 25 de julho, foram aprovadas na CIT as diretrizes para desenvolvimento da PGASS. Estas diretrizes não são suficientes para a construção da PGASS ainda. A expectativa é que o desdobramento das diretrizes aprovadas e sua operacionalização, incluindo software de apoio, estejam disponíveis  apenas no final de 2013.
Leonardo Berzoíni frisou que, neste intervalo, e até que a PGASS seja construída, a PPI não está extinta. As regras da PPI continuam valendo, e quando as regras da PGASS forem concretizadas será feita uma transição.
A PGASS será regional, baseada na RENASES e promoverá a integração das programações da Assistência, Vigilância e Assistência Farmacêutica. Também será organizada a partir das redes assistenciais – haverá um modelador que ficará pronto em dezembro de 2013 que terá esta lógica. Enquanto isso, os estados de Ceará e Mato Grosso do Sul, que querem assinar logo os COAP, vão anexar ao COAP a PPI ou outra programação similar (caso do Ceará, que não tem PPI), além da PAVS e PDVISA, e da atualização do elenco de medicamentos de acordo com a RENAME.
O consultor explicou o primeiro momento da PPI, de distribuição inicial do “potencial” de teto MAC para os municípios a partir do exemplo de Goiás. Lá, excluíram do valor MAC no estado os valores referentes ao CEO, CAPS e portarias específicas de custeio, o resto foi redistribuído. Essa redistribuição foi per capita e se transformou em direito de acesso a serviço. A partir da redistribuição os municípios realocaram valores entre si, de acordo com a destinação de “cotas” de referência para os municípios executores de serviços.
Após a distribuição do teto, o que valerá tanto para a PPI como para a PGASS, define-se: a programação das áreas estratégicas a partir da Atenção Básica; os agregados de procedimentos na média complexidade ambulatorial; na Alta Complexidade Ambulatorial – (considerando que os serviços são mais pontuais e centralizados em alguns municípios) – a programação é feita por abrangência do serviço; Programação Hospitalar – uma média histórica de internamentos gera um percentual médio que será a “cota” de internações do município. As AIHs são, então, distribuídas pelas clínicas; O valor é calculado pelo valor médio, definido do “teto” hospitalar.
Em relação a este percentual de internações, cada estado trabalhou de um jeito: utilizou o mesmo percentual de cota para todos os municípios ou ajustando. Antes da distribuição por clínicas, reserva-se de 7 a 10% de internações para ajuste do chamado “Estouro da AIH”.
A concentração territorial de procedimentos e a indisponibilidade do município executor de assumir aquela referência, são casos a serem resolvidos em uma repactuação em CIB, pós-fechamento do SISPPI. Antes da assinatura dos Termos de Garantia de Acesso, tem que ter reunião regional para fechar as pendências e, em seguida, a CIB.
Em Pernambuco, a PPI foi aprovada em 2006 e nunca foi revisada. Em 2010, o processo foi retomado como fruto de uma Pactuação entre COSEMS e SES, mediada pelo Ministério da Saúde, com o intuito de promover a adesão dos municípios ao Pacto de Gestão, e concluir a nova PPI até dezembro de 2010. Apesar de terem sido feitas oficinas e debates, o processo não foi concluído.
O trabalho desenvolvido em 2010 foi baseado em dados de produção de 2008 e população de 2009. Além disso, durante a programação foi feita a programação para todas as áreas estratégicas. No entendimento do consultor, Pernambuco deve reiniciar o trabalho do zero, atualizando os dados e discutindo a real necessidade de programar para cada área estratégica. Os municípios têm autonomia para desenvolver esse processo individualmente ou coletivamente, pactuando com o estado e, quando necessário, buscando a contribuição do Ministério da Saúde.
Também foi esclarecido, no debate, que a partir da deliberação do Congresso de Gravatá, o GT da PPI já foi retomado, e que o COSEMS já indicou seus representantes que, junto com os membros da SES, vão discutir a agenda e prioridades para retomada da PPI. O COSEMS espera, em breve, emitir um documento de posicionamento a respeito para aprofundar o debate junto aos municípios.
A apresentação do consultor Leonardo Berzoíni está disponível no COSEMS (Zefinha). Esclarecimentos adicionais podem ser buscados através dos contatos: ppiassistencial@saude.gov.br; (61)3306 - 8475 / 8407.
Jaboatão, 07 de Agosto de 2012.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

VIDEOCONFERÊNCIA


CIRURGIAS ELETIVAS
LOCAL: SES/BONGI
DATA/HORA: 02.08.2012; DE 10:30 ÀS 12:00 HORAS
PRESENTES: Cláudia Assis, Kirley Teixeira (SES); Petra Duarte, Déa Ramos (COSEMS).
A Portaria GM 1.340/2012 de 29 de junho de 2012, que define a estratégia de aumento do acesso aos Procedimentos Cirúrgicos Eletivos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para o biênio 2012 e 2013, foi publicada no Diário Oficial da União em 02 de julho de 2012.
O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC) e Departamento de Atenção Especializada (DAE) da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) realizou uma videoconferência sobre o tema. Esta videoconferência teve como objetivos apoiar e orientar os Estados e Municípios na implementação da referida portaria
Estiveram presentes neste encontro os seguintes representantes do Ministério da Saúde:
·        Dra. Maria do Carmo/Diretora do DRAC;
·         Leandro,  da Coordenação Geral de Sistemas de Informação;
·        Rizoneide Oliveira e Luzia Santana de Sousa - Técnicas (DRAC);
·        Rogéria Lucena - Técnica (DAE).   
Em Pernambuco não foi possível debater, porque o sistema de videoconferência não funcionou. Apenas assistimos. O objetivo foi esclarecer dúvidas dos estados e levantar questões para o passo-a-passo que está sendo elaborado pela DRAC.

  • ·         Em relação ao saldo de 2011, a DRAC (Maria do Carmo) informou que o saldo não utilizado no FNS zerou em 31 de dezembro de 2011. Os saldos já em FES e FMS estão condicionados à legislação local;
  • ·         A publicação da Portaria 1340 deixou sem efeito a Portaria 461, e ampliou os recursos disponíveis. Os estados tiveram que fazer nova programação, mas puderam incorporar as cirurgias já realizadas previstas na primeira programação (para quem começou a realizar sem aguardar o recurso chegar);
  • ·         O Ministério da Saúde está implementando o sistema de programação FPO exportar também para o SIH, o que será considerado para as cirurgias eletivas a partir de agosto.  Além disso, será incluído no FPO uma tabela complementar federal, permitindo que os municípios e SES pratiquem um valor diferenciado para os procedimentos das cirurgias eletivas;
  • ·         Quem começou a realizar as cirurgias com complementação (dentro da programação) terá um encontro de contas para compensação (o Ministério está tentando junto ao DATASUS);
  • ·         Vai sair uma portaria com as regras de processamento para Cirurgias Eletivas;
  • ·         A DRAC vai publicar um PASSO a PASSO nos fóruns;
  • ·         A DRAC também pediu que as SESs que não encaminharam as propostas se apressem. Pernambuco já encaminhou;
Dúvidas poderão ser dirimidas pelo e-mail: cgcss@saude.gov.br.